Mundo
Ucrânia. Ex-primeira-ministra acusada de subornar deputados
A antiga primeira-ministra ucraniana, Yulia Tymoshenko, foi acusada esta quarta-feira de ter subornado membros do Parlamento ucraniano. A acusação surge no âmbito de uma investigação do Gabinete Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) e o Gabinete do Procurador Especializado Anticorrupção (SAPO) iniciada em dezembro.
Em causa estão acusações de “benefícios ilegais por parte de deputados ucranianos para aprovarem decisões sobre projetos de lei no Parlamento em dezembro de 2025”, segundo o comunicado conjunto do NABU e do SAPO, que também divulgaram imagens e vídeos das buscas feitas na sede do partido Pátria.
Um dos vídeos incluía uma alegada ordem dada pela ex-primeira-ministra a um deputado e um áudio a alegadamente oferecer “nota 10” a cada deputado em duas sessões parlamentares.
De acordo com o comunicado, Tymoshenko “iniciou negociações com deputados individuais sobre a introdução de um mecanismo sistemático para fornecer benefícios ilegais em troca de um comportamento leal durante a votação”.
Algumas das votações terão incluído a tentativa de demissão do diretor do serviço de segurança ucraniano SBU, Vasyl Malyuk, e de membros do Governo, com o pagamento feito a deputados que incluíam o partido da maioria presidencial Servo do Povo, de Zelensky.
As buscas tiveram lugar na terça-feira à noite na sede do Pátria, liderado por Tymoshenko, e foram confirmadas pela própria ex-chefe de governo numa publicação na rede social Facebook.
“As ‘ações investigativas urgentes’ nada têm a ver com a lei ou com a legislação”, acusa Tymoshenko, que alega estar inocente e denuncia que os agentes do NABU e do SAPO confiscaram telefones e documentos.
A investigação foi revelada pelos dois gabinetes anticorrupção a 29 de dezembro, que denunciavam “um grupo de crime organizado a operar dentro da Verkhovna Rada [Parlamento ucraniano]” e que orquestravam os seus sentidos de voto através de um grupo de WhatsApp.
O grupo, composto por cinco deputados, alegadamente contava “uma estrutura hierárquica e uma clara divisão de tarefas”.
Yulia Tymoshenko foi uma das líderes da chamada “Revolução Laranja” de 2004, uma onde de manifestações ocorrida após a fraude eleitoral das presidenciais desse ano, que inicialmente deu a vitória ao candidato pró-russo Viktor Yanukovych.
Tornou-se primeira-ministra em 2005 e em 2010 candidatou-se a Presidente da República, tendo perdido para Yanukovych.
Viria a ser detida em 2011, alegadamente por motivos políticos, e foi libertada em 2014, após as manifestações do EuroMaidan, que derrubaram Viktor Yanukovych.
Um dos vídeos incluía uma alegada ordem dada pela ex-primeira-ministra a um deputado e um áudio a alegadamente oferecer “nota 10” a cada deputado em duas sessões parlamentares.
De acordo com o comunicado, Tymoshenko “iniciou negociações com deputados individuais sobre a introdução de um mecanismo sistemático para fornecer benefícios ilegais em troca de um comportamento leal durante a votação”.
Algumas das votações terão incluído a tentativa de demissão do diretor do serviço de segurança ucraniano SBU, Vasyl Malyuk, e de membros do Governo, com o pagamento feito a deputados que incluíam o partido da maioria presidencial Servo do Povo, de Zelensky.
As buscas tiveram lugar na terça-feira à noite na sede do Pátria, liderado por Tymoshenko, e foram confirmadas pela própria ex-chefe de governo numa publicação na rede social Facebook.
“As ‘ações investigativas urgentes’ nada têm a ver com a lei ou com a legislação”, acusa Tymoshenko, que alega estar inocente e denuncia que os agentes do NABU e do SAPO confiscaram telefones e documentos.
A investigação foi revelada pelos dois gabinetes anticorrupção a 29 de dezembro, que denunciavam “um grupo de crime organizado a operar dentro da Verkhovna Rada [Parlamento ucraniano]” e que orquestravam os seus sentidos de voto através de um grupo de WhatsApp.
O grupo, composto por cinco deputados, alegadamente contava “uma estrutura hierárquica e uma clara divisão de tarefas”.
Yulia Tymoshenko foi uma das líderes da chamada “Revolução Laranja” de 2004, uma onde de manifestações ocorrida após a fraude eleitoral das presidenciais desse ano, que inicialmente deu a vitória ao candidato pró-russo Viktor Yanukovych.
Tornou-se primeira-ministra em 2005 e em 2010 candidatou-se a Presidente da República, tendo perdido para Yanukovych.
Viria a ser detida em 2011, alegadamente por motivos políticos, e foi libertada em 2014, após as manifestações do EuroMaidan, que derrubaram Viktor Yanukovych.